sexta-feira, 5 de julho de 2013

MISANTROPIA ou o Diálogo do Nada

Misantropia, do Aurélio: antipatia ou aversão às pessoas em geral, [antôn. de filantropia]; evitação do convívio com elas 2. tristeza profunda, melancolia.
Misantropia, do Wikipédia: é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da humanidade de uma forma generalizada.
Misantropia em Bukowski: Não sou boa companhia, não gosto de conversar. Não quero trocar idéias - ou almas. Sou apenas um bloco de pedras para mim mesmo. 

Misantropia em Wanubya: 

Misantropia é sentar no final da tarde no quintal de  casa e ficar observando sua gata correr de um lado para o outro sem nenhum motivo aparente, e fazer disso a coisa mais interessante do dia;  (nesse momento eu pensava: "essa gata é doida", deve ter puxado a dona)
Misantropia é pensar em um "bocado" de aforismo, escrever um monólogo mentalmente, não passar nada para o papel e esquecer de tudo; (porque eu sou um genia)
Misantropia é quando borbulham frases soltas, sem sentido nem lugar no mundo das ideias (minhas), do tipo: Punck é foda, mas lirismo é 69, Oh! Aventureiros dos amores impossíveis. 
Misantropia é quando começamos a  declarar amor ao Nada; 
Misantropia é quando culpamos todos por não terem culpa de nada; 
Misantropia é quando não nos encaixamos em nada, não nos sentimos pertencentes a nada e assim culpamos os outros por não serem iguais a nós; 
Misantropia é está envolta a uma multidão de velhos (des)conhecidos e ainda assim se sentir vazio; (nesse momento eu pensava: se eu estivesse no meu quarto estaria mais plena de mim)
Misantropia é quando me vem aquele pensamento: "estranhamente me sinto mais feliz quando eu sou minha única companhia; 

Misantropia é perceber que essa obrigação de estar onde todo mundo está só porque todos estão é a coisa mais idiota do mundo. Por que sou obrigada a participar desse circo? Já levanto cedo, trabalho, estudo, janto e repito tudo no dia seguinte, mesmo sem vontade de fazer boa parte disso. Também sou obrigada a frequentar ambientes comuns aos meus olhos, transformado pela estranheza da multidão e que se tornam para mim terrenos movediços e fronteira desconhecida? Deve ir, porque todos vão, mesmo que você não goste da música, nem das pessoas, nem de nada, vá e faça seu papel social, seja feliz! 

Quanto NADA em um só amontoado de palavras. 



segunda-feira, 24 de junho de 2013


(Silêncio) Sem porque. Faço questão de dizer que achei essa fotografia uma palavra que ainda não foi inventada de beleza.
Niilismo em mim, apenas!

Foto: Thalita Rainick

quarta-feira, 19 de junho de 2013

POEMA DE QUINTA: EU



24 Wans filosofias

Minha Wan filosofia
Essa filosofia Wan
Filosofia, Wan
Pra aguentar o dia a dia
Já que não dá pra ter festa todo dia
24 Wans filosofias
Segue beijando o espaço, pequena
De filosofias Wans, Wan
Única certeza do dia
Nenhuma
Torna-te tua própria Wan filosofia: Geógrafa em formação e feminista por irritação.

Uma tentativa de poema em homenagem a mim, que me represento! :D

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vamos fazer amor na avenida paulista

EN LA LUCHA DE CLASSES

                                    TODAS LAS ARMAS SON BUENAS

                                                                                             PIEDRAS

                                                                                                                   NOCHES

                                                                                                                                     POEMAS

                                                                                                                                    Paulo Leminski


Vamos fazer amor na Avenida Paulista
Dançar um samba raro e safado na cara dessa gente careta e pacífica 
À força armada um batalhão de gemidos - ecoem
Entre os operário, alienados e oprimidos, nós dois
Eu beijo o teu pescoço tu levanta o meu vestido - na Avenida Paulista vamos fazer amor
Devagar, entramos pela avenida um no outro - carne dentro de carne
Entre sons de revolveres e fuzis, nossa música tem um canto diferente, são resgas de brisa, parece Noel
Confunde a cabeça do tenente, mas é como um sussurro de prazer ecoando da boca de toda nossa gente
Vamos fazer amor na Avenida Paulista, me joga no carro ou deitamos na pista
E o espanto estará nos olhos de quem verá o grande amor a se criar - procriar 
Rebelião é mais excitante que...
Vamos fazer amor na avenida paulista, está decidido!
Nessa noite, ambos vencerão
Amor e revolução
Ah, São Paulo, nosso sangue é quente de mais para o teu frio!



quinta-feira, 6 de junho de 2013




Autor Apócrifo sobre mim: Fel sobre a terra é flor depois de 

um tempo...



Sem mais para o momento[...]

sábado, 1 de junho de 2013

Um dia a menos um porre a mais

Vou começar citando Nietzsche, porque como diz uma amiga minha eu sou pedante.

"Há algo dentro de mim não apaziguado e implacável que  deseja elevar-se. Há dentro de mim um desejo que fala a linguagem do próprio amor.[...]
Ah, se eu fosse a noite!"[...]

A Noite, noite dos desiludidos do amor, para ira dos primeiros: noite também dos amantes. Noite dos poetas que morreram de amor e de fumaça, noite dos sonhos onde todos os mistérios se realizam, noite dos desalmados e dos embriagados.  Quantas lamentações essa Noite não tem tido que escutar? E quantos gemidos também!
A noite, em silêncio, vigia tudo, e como boa irmã guarda para si todos os segredos presenciados e pensados e até os desejos não realizados. Como se diz aqui pras bandas do Sertão: a Noite é coitera¹.

(mais uma)Noite dos embriagados

Um cerveja, um punck rock, e a Noite. Eu fui vencida pelos três, sempre que entro numa briga contra uma cerveja sou vencida. Estão lá, todos os embriagados caídos e as garrafas em pé.
Ah, embriagues que alivia dias de trabalho, de tédio, bendita seja! Eu te misturo com a noite e tu me misturas com o mundo, e assim formamos um triangulo amoroso onde todas as partes saem gozadas. 
Ah, maldito seja o dia seguinte em que meu corpo arde por dentro e não é de prazer! Água, água, água: grito eu.. Se Deus me ouvisse haveria um dilúvio. É quando lembramos que o banheiro é a igreja de todos os bêbados², nessa hora algo parece dizer: honey, a vida não é uma festa de rock, o mundo não é um lugar onde as pessoas são loucas e super chapadas, um lugar do caralho³. Deve ser por isso que passamos o dia tremendo, somos avessos a realidade, ideal mesmo seria que permanecermos embriagados, assim não haveria o dia seguinte em que acordamos vomitando e com um 666 escrito no braço. 

Espero que crianças não visitem este blog. Ah, esqueci, ninguém visita este blog!

1 Coitero: aquele ou aquela que sabe de tudo, mas num denuncia nada, aliás, se puder ajuda.
2 Eu ando tão Down, Cazuza
3 Júpiter Maçã

terça-feira, 14 de maio de 2013

( )


Abraçada e deitada com a solidão, 
Coberta com as minhas verdades
Correndo parada páginas de um livro 
Que me fala sobre coisas passadas
Presentes na mala carregada de pensamentos futuros
Só, solitária
Mais sozinha do que Deus.
E agora, Maria?
Maria, Maria
O mundo é teu, e a solidão também. 



1- Quadro Melancolia de Edvard Much