segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Meros devaneios tolos a me torturar...

O fato que vai seguir, é uma crônica/poesia/seiláoque de Aylta Benadeti. Esse, no entanto, não é uma crônica/poesia/seiláoque qualquer, pois é mais do que como se fosse alguém que  vigia os meu passos e me descreve, é como se quem a escreveu vivesse dentro de mim. 


Fatos
Tem fatos que acontecem em certos dias que não dá para fugir
Um fato é algo concretizado, comprovado e evidente
E por mais que você passe o dia fugindo dele
Parece que ele insiste em te perseguir.
E você lá tentando a se esconder, por trás de uma risada com os amigos
De uma música, fazendo dívidas, bebendo um vinho barato,
 Mas não adianta, o fato está lá,  no sub ou na emergente consciência
Ele parece gritar dentro de você, o torturando, o deixando sem saída, trêmulo e com o coração em estado de choque, mesmo assim a saída sem saída é aceitar momentaneamente o inaceitável, e o fato inaceitável torna-se com o tempo suportável, porque aceitável mesmo acho que nunca será.  E torna-se suportável através do choro que tem a magia de amenizar qualquer dor. 
E é nesses versos sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não, sem o verso estilizado, o verso emocionado que falo dos fatos que atormentam a minha razão.
Aylta Bernadeti

E é bem assim que me sinto nos últimos dias: torturada por fatos, imagens, falas e até mesmo postagens no  facebook. E o pior de  tudo é que você  não consegui fugir dele(s), aqui ou no Alasca o fato vai te acompanhar, porque assim como a Aylta o fato também parece estar dentro de Mim(s).

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