Escrevo por amor, paixão, ódio, para aliviar dor e até mesmo felicidade, e as vezes por nada. "Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura." Charles Bukowski
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Achados e copiados
E procurando Pagú encontrei a mim, não, a mim não a Karla Ramalho, poetisa e compositora radicalista como ela mesma se intitula.
A poesia que segue é tão concreta para mim quanto ¹o amor que não só toca meu coração, como aperta-o de modo que provoca os poros do meu corpo ao arrepio e transpiração.
Hoje, exatamente hoje
Guardo para sempre
Mais um amor
Que amei sozinha
Hoje, exatamente hoje
Parto para outra
Sem nunca ter vivido
Hoje, exatamente hoje
Eu esqueço um alguém
Que nunca tive
Hoje, exatamente hoje
Sinto que perdi
Hoje, exatamente hoje
Viro mais uma página
Dessa história.
Que nunca foi escrita.”
Karla Ramalho
1 Memórias de Mil Novecentos e Tantos, da Preta Meirielle Gomes do blog morrii.blogspot.com.br
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Rotina
Dúvida ao amanhecer
O tédio da paz ao entardecer
Lágrimas ao anoitecer
Melancolia de Edvard Munch
Peço socorro, mas ninguém me escuta.
Minha natureza é triste, mesmo Eu, todo dia, catando um tiquinho de felicidade.
Minha natureza é triste, mesmo Eu, todo dia, catando um tiquinho de felicidade.
domingo, 22 de abril de 2012
O nosso amor a gente inventa...
Como já dizia Cazuza "o nosso amor a gente inventa pra se distrair". Sempre gostei dessa música, principalmente desse trecho. É que pra Mim parece que foi sempre assim, O amor é uma invenção que Eu criei só pra me distrair. O problema é que sempre os crio verdadeiros de mais, e mesmo sabendo que são invenções minhas eu choro, sofro, rio, sinto saudade, desespero, todas as esquizofrenias do Amor. O amor é esquizofrênico.Porque meus amores são todos inventados. Mas, enquanto estiverem em mim, serão eternos.
domingo, 15 de abril de 2012
Aleatório de Alegria
Para lá de pra frente, feliz e contente!! :D Eu tenho um amigo novo que é velho, rá! Uma mãe, uma irmã, e um primo que na verdade são "tudo amigo"! Sombra e água fresca, resenha e cerveja!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ê vida vã, o jornal de hoje é o papel de embrulho de amanhã
Vão, o nosso amor é todo vão, tem que morrer pra acabar.
Vão, tudo em vão
Os sorrisos foram em vão
Os beijos foram em vão
As músicas ouvidas
Os gritos sussurrados, que você nunca ouviu
O chororô, a dor, que só eu passei, só eu senti
O encontro que não foi marcado
As implicâncias, a DR
O pensaremvocêodiatodo
A tortura psicológica que eu mesma me faço
A reunião com os amigos
A bebedeira
A música de Adelino, porque afinal de contas a música que eu não quero ouvir acaba tocando...
Vão, vão
Vão embora pensamentos esperançosos, quem os chamou aqui? Mas é que de vez enquando aquela música do Los Hermanos fica batendo de mansinho: "Eu sei não é assim, mas deixa eu fingir e rir".
Porque é assim mesmo, a gente sofre tudo em vão, chora em vão, esperneia em vão, porque o sofrimento é seu, e está doendo em você, não em quem você gostaria que doesse, é como tomar veneno esperando que o outro morra. E todo sofrimento, tanto choro pra que? A outra pessoa as vezes nem imagina o que você passa o que você sente , e assim todo o escândalo euvoumematar é vão, porque você ta aí choramingando e o outro jurando que você ta praládebem. Mas fazer o que? Dia de se sofrer e quantidade de tempo em que você vai passar por isso não se escolhe, a dor é inevitável e o sofrimento não é opcional. É esperar (as vezes só com reza braba) pra que o tempo cure, alguns ainda dizem: levanta sacode a poeira e dá a volta por cima, se você tiver descoberto como se faz isso me conta que eu ainda não descobri!
Eu querendo dá uma de CFA, rá!
Vão, tudo em vão
Os sorrisos foram em vão
Os beijos foram em vão
As músicas ouvidas
Os gritos sussurrados, que você nunca ouviu
O chororô, a dor, que só eu passei, só eu senti
O encontro que não foi marcado
As implicâncias, a DR
O pensaremvocêodiatodo
A tortura psicológica que eu mesma me faço
A reunião com os amigos
A bebedeira
A música de Adelino, porque afinal de contas a música que eu não quero ouvir acaba tocando...
Vão, vão
Vão embora pensamentos esperançosos, quem os chamou aqui? Mas é que de vez enquando aquela música do Los Hermanos fica batendo de mansinho: "Eu sei não é assim, mas deixa eu fingir e rir".
Porque é assim mesmo, a gente sofre tudo em vão, chora em vão, esperneia em vão, porque o sofrimento é seu, e está doendo em você, não em quem você gostaria que doesse, é como tomar veneno esperando que o outro morra. E todo sofrimento, tanto choro pra que? A outra pessoa as vezes nem imagina o que você passa o que você sente , e assim todo o escândalo euvoumematar é vão, porque você ta aí choramingando e o outro jurando que você ta praládebem. Mas fazer o que? Dia de se sofrer e quantidade de tempo em que você vai passar por isso não se escolhe, a dor é inevitável e o sofrimento não é opcional. É esperar (as vezes só com reza braba) pra que o tempo cure, alguns ainda dizem: levanta sacode a poeira e dá a volta por cima, se você tiver descoberto como se faz isso me conta que eu ainda não descobri!
Eu querendo dá uma de CFA, rá!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Nada mais que de repente
Huuun cheirinho de chuva,
É estranho quando, de repente, alguma coisa deixa de acontecer: deixa de acontecer dentro da gente, ou fora, nos céus. Mas o que é mais estranho ainda é quando algo de repente acontece, assim, de repente, nada mais que de repente. E são essas coisas que talvez tragam o presságio da bonança tão prometida durante uma tempestade.
Por acaso, ou por destino não sei, três solidões se encontram, e essas se encontram com o mato, o rio, o barro.
Pés descalços pra sentir o chão de terra, cheiro de caatinga...
E o que acontece? Um poema é óbvio!
Os avessos de Vinícios
De repente, nada mais que de repente
O que era triste fez-se alegre
O que estava só viu-se acompanhado
O que chorava deu-se a sorrir
O que estava sóbrio fez-se embriagado
O que escutava Cartola ouviu Janis Joplin
O que caminhava pelo asfalto fez-se andar pela estrada de barro
O que sentia-se preso a si mesmo viu-se libertado
De repente, nada mais que de repente, o acaso estendeu os braços a quem procurava abrigo.
Faltava-lhes o peso de um erro grave, que tantas vezes é o que abre por acaso uma porta.¹
Estado atual: Levemente sóbrio.
1 Clarice Lispector em Os obedientes
É estranho quando, de repente, alguma coisa deixa de acontecer: deixa de acontecer dentro da gente, ou fora, nos céus. Mas o que é mais estranho ainda é quando algo de repente acontece, assim, de repente, nada mais que de repente. E são essas coisas que talvez tragam o presságio da bonança tão prometida durante uma tempestade.
Por acaso, ou por destino não sei, três solidões se encontram, e essas se encontram com o mato, o rio, o barro.
Pés descalços pra sentir o chão de terra, cheiro de caatinga...
E o que acontece? Um poema é óbvio!
Os avessos de Vinícios
De repente, nada mais que de repente
O que era triste fez-se alegre
O que estava só viu-se acompanhado
O que chorava deu-se a sorrir
O que estava sóbrio fez-se embriagado
O que escutava Cartola ouviu Janis Joplin
O que caminhava pelo asfalto fez-se andar pela estrada de barro
O que sentia-se preso a si mesmo viu-se libertado
De repente, nada mais que de repente, o acaso estendeu os braços a quem procurava abrigo.
Faltava-lhes o peso de um erro grave, que tantas vezes é o que abre por acaso uma porta.¹
1 Clarice Lispector em Os obedientes
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O mundo é um moinho
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Cartola
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