terça-feira, 21 de agosto de 2012

MEDO

Só o título me é assustador, medo da dor
de fantasmas vivos, mortos, próximos...
Medo de ver quem você tanto ama um dia ir embora,
Medo de viver, de não viver...
Medo de amar, de nunca conhecer o amor
Medo da morte, medo da vida
Medo de ficar parado com "a boca escangalhando cheia de dentes" vendo tudo passar, e você fazendo papel de expectador ao invés de ator principal.
Medo de histórias de terror, de morrer de repente, do mundo acabar...
E o que eu planejei? Como vai ficar?
Medo de ser mãe, de não ser, de casar, de ficar sozinha. O paradoxal prazer da liberdade, e medo da solidão.
Medo de ouvir vozes que estão em silêncio, da utopia ser utópica...
Medo, medo, medo
Eu sou feita de medo...
E meu maior medo é o medo do medo.

(Wanubya Maria)


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma homenagem as mulheres de cabelos cacheados!


A FLORA de Marcos Antonio

"E é tanta história mal acabada e mal começada
e indo enrolada e virando varanda na madrugada"¹

                                              (Wanubya Maria)


1 nada haver, só foi um versinho que veio e eu quis escrever :p


quarta-feira, 30 de maio de 2012

...E no relicário virtual...

Vasculhando meus arquivos ontem, já que estava sem internet quase corto os pulsos, me deparei com um versinho que eu mesma tinha escrito e nem me lembrava. Devo ter escrito e não gostado, então deixei arquivado como geralmente faço quando não gosto do que escrevo. Mas ontem ele me fez algum sentido, então resolvi postar aqui.


Não aprendi a rezar, que é que eu posso fazer?
Vou me jogar no mar pra ver se invoco o senhor num momento de desespero
Só pra sentir como é ter fé e certeza
E passar de janeiro a janeiro lhe confiando esperanças
Tão já amaldiçoadas pela espera que nunca cessa
As vezes sinto inveja da certeza da beata
Mas logo volto a mim e vejo que a certeza é a verdadeira culpada
Culpada de que eu não sei, embora ainda assim saiba bem
Chega a semana santa, santa de que também nunca soube
Deve ser santa porque se come muito chocolate


Mentira, a verdade é que achei engraçado por isso postei!



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Preguiça

Preguiça do mundo, preguiça de gente. Preguiça de mim.

Vontade de não me relacionar com humanos por uns dias. Bichos, tudo bem. E eu, que de mim não posso fugir. Quero ficar louca e solta, e não pentear o cabelo, e deixar a barba crescer. E meditar. E escrever. E respirar. E só comer frutas. E renascer. 

Pra depois me acabar toda de novo, nesse ciclo shivariano que faz o mundo terminar e recomeçar a cada dia. Tem mesmo essa coisa Fênix. Não sei ainda porquê sempre tenho que me desfazer, me arruinar, ir até o fundo de tudo pra acordar no dia seguinte e renascer das cinzas. É como ter que ir até o inferno só para ter algo pra comparar com o paraíso.


Pìtty

domingo, 13 de maio de 2012

Uma biografia (minha é claro)


Eu nasci em santana do Ipanema, em 20 de junho de 1989. Foi o acontecimento mais importante da minha vida. O segundo foi aos 7 anos, quando tive catapora, lembro ainda hoje da agonia (minha, mas principalmente da minha mãe que não suportava me ver naquele estado).  Hoje, "beirando" os 23 (eu sei não parece, todo mundo me dá no máximo 20), revi essa agonia nos olhos do meu pai, Eu estava com uma dor de cabeça daquelas de você pedir pra morrer para parar de sofrer (exagerada eu? Magina), meu pai me pegou chorando de tanta dor, o pobre sem saber o que fazer só ficava indo e voltando dentro de casa e me perguntando se eu já havia tomado o remédio, parecia que a minha dor doia mais nele que em mim. Me perguntava de 10 em 10 minutos se a dor já havia passado, até que chegou o momento em que eu pude responder feliz que sim, e assim, acabar com o sofrimento de nós dois. Hoje o dia era das mães, mas quem roubou a cena foi papai :D!!

Bom, entre o grande e maravilhoso momento ocorrido em 20 de junho de 1989 em que o mundo ganhava uma estrela (kkkkkkkk) e os dias atuais, não me aconteceu mais nada de muito importante. FIM!                                                                                                                                                                                                                                                        

sábado, 28 de abril de 2012

Achados e copiados


E procurando Pagú encontrei a mim, não, a mim não a Karla Ramalho, poetisa e compositora radicalista como ela mesma se intitula. 
A poesia que segue é tão concreta para mim quanto ¹o amor que não só toca meu coração, como aperta-o de modo que provoca os poros do meu corpo ao arrepio e transpiração. 


Hoje, exatamente hoje
Guardo para sempre
Mais um amor
Que amei sozinha
Hoje, exatamente hoje
Parto para outra
Sem nunca ter vivido
Hoje, exatamente hoje
Eu esqueço um alguém
Que nunca tive
Hoje, exatamente hoje
Sinto que perdi
Sem ao menos ter tentado

Hoje, exatamente hoje
Viro mais uma página
Dessa história.
Que nunca foi escrita.”

Karla Ramalho


1 Memórias de Mil Novecentos e Tantos, da Preta Meirielle Gomes do blog morrii.blogspot.com.br